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Qui, 30 Julho 2020 16:37

Software reconhece uso de máscara e auxilia no combate à Covid-19

Docente e alunos da Universidade de Fortaleza participaram da elaboração do Inspetor Sanitário Inteligente (ISI), que identifica o uso de máscaras e toucas em restaurantes por meio de câmeras.


Também conhecido como Monitor Covid-19, o programa irá auxiliar no monitoramento dos protocolos de higiene e reforçar o combate à disseminação do coronavírus. (Foto: Divulgação)
Também conhecido como Monitor Covid-19, o programa irá auxiliar no monitoramento dos protocolos de higiene e reforçar o combate à disseminação do coronavírus. (Foto: Divulgação)

Com a retomada de atividades econômicas no Estado, diversas empresas precisaram se adaptar aos novos protocolos sanitários, principalmente os empreendimentos que trabalham com comida. Pensando no monitoramento dos processos de higiene que envolvem a produção de alimentos, pesquisadores cearenses desenvolveram o Inspetor Sanitário Inteligente (ISI) com a participação de professor e alunos da Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz.

Desenvolvido pelo Laboratório de Processamento de Imagens, Sinais e Computação Aplicada (LAPISCO) ‒ do Instituto Federal do Ceará (IFCE), sede Fortaleza ‒, o ISI utiliza Inteligência Artificial e Internet das Coisas para reconhecer o uso de máscaras e toucas em ambientes monitorados por câmeras.

O software faz uma análise automática das imagens captadas e consegue identificar se as pessoas presentes no local estão seguindo os protocolos de segurança sanitária, auxiliando os estabelecimentos a monitorar o distanciamento social e evitar a disseminação do novo coronavírus. Os dados captados são enviados como relatório para o gestor do empreendimento, possibilitando-o verificar e reforçar a capacitação, treinamento e controle da equipe na higienização dos processos.

Também conhecido como Monitor Covid-19, o programa já foi instalado na cozinha de alguns restaurantes parceiros do LAPISCO em meados de maio para avaliação do método e segue em acompanhamento pela equipe de pesquisadores.

Sobre projeto

Docente do Programa de Pós-Graduação em Informática Aplicada (PPGIA), Victor Hugo de Albuquerque é pesquisador-colaborador do LAPISCO e participou do desenvolvimento projeto junto de alguns alunos do PPGIA, como a doutoranda Juliana Martins. Eles explicam que a equipe iniciou os trabalhos de elaboração do Monitor Covid-19 em março, já no início da quarentena.

“Está sendo uma experiência incrível essa troca de conhecimentos, desde o planejamento até a concepção de um produto que pode trazer benefícios à sociedade. É algo que, como pesquisadores, buscamos aplicar sempre. Isso nos mostra que a educação sempre é o caminho para achar soluções que podemos aplicar no dia-a-dia, independente da complexidade que possa representar”, afirma Juliana.

“O projeto é relevante em diversos aspectos por integrar pesquisadores de diversas instituições de ensino situadas no Ceará e, com isso, unir as experiências para o desenvolvimento de uma aplicação que seja realmente utilizada fora de um laboratório; além de poder aplicar o conhecimento científico num período tão singular no auxílio da redução de propagação da Covid-19.”
Juliana Martins, doutoranda em Informática Aplicada da Unifor.

Victor acrescenta que, além da Unifor, o LAPISCO contou ainda com a colaboração de médicos, aluno e professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Orgulho Unifor

Além do doutorado em andamento, Juliana também é mestre em Informática Aplicada pela Unifor. Seu projeto desenvolvido durante o curso foi destaque no ano de 2018 por elaborar um game que usa a realidade virtual como parte do processo de reabilitação de crianças com paralisia cerebral, sendo um dos pioneiros do Ceará na época.

“O conhecimento teórico e o incentivo dos professores a nos instigar em busca de novos desafios nos influencia constantemente”, declara Martins sobre a importância do Doutorado em Informática Aplicada da Unifor no seu trabalho e construção profissional como pesquisadora.

Atualmente, Juliana é membro do Grupo de Pesquisa em Métodos em Bioinformática da Unifor, apoiando projetos relacionados à reabilitação utilizando robótica, Internet das Coisas (IoT) e realidade virtual em pacientes com disfunções neurológicas, como paralisia cerebral e esclerose lateral amiotrófica (ELA).