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Qui, 30 Julho 2020 18:16

Transformação pelo trabalho

Talita Santos Martins, engenheira de produção formada pela Unifor (Foto: Arquivo pessoal)
Talita Santos Martins, engenheira de produção formada pela Unifor (Foto: Arquivo pessoal)

Nascidos e criados em meio às redes,  jovens egressos e egressas de diferentes Centros de Ciências da Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz, destacam o potencial transformador de suas carreiras. Confira: 

Qualificação profissional. É aliando conhecimento ao trabalho que Talita Santos Martins, formada há um ano em Engenharia de Produção pela Universidade de Fortaleza (Unifor), espera impactar positivamente a economia local, ao mesmo tempo em que prima por valorizar e ampliar os repertórios cognitivos de seus colaboradores. Aos 24 anos, ela é líder de operação produtiva de uma multinacional de bebidas destiladas e, entre as múltiplas funções que exerce, são os treinamentos que lhe abrem uma brecha para fazer a diferença em um ambiente de alta produtividade técnica, lapidando talentos e potencializando vocações.

“Nas minhas capacitações dentro da empresa faço como aprendi na Unifor, partindo de um problema real para refletirmos e chegarmos à solução. Assim, ajudo a promover o crescimento da empresa, mas também das pessoas, sobretudo aquelas que não tiveram condições de acessar um ensino de qualidade e muito menos uma graduação ou especialização, como eu tive. Esse é o impacto social que posso e quero continuar gerando através da minha profissão. Um profissional qualificado imprime mais qualidade ao mundo quando se capacita para conseguir transformá-lo, sem dúvida”, observa.  

Da colação de grau virtual para o ambiente burocrático da Ferrovia Transnordestina. Aos 26 anos, a engenheira eletrônica Cinthya Ângelo Gurgel, outra egressa do Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor, está por trás do ainda mecânico funcionamento de trens de carga. Mas sabe que sua melhor contribuição para o mundo vai ser quando puder aplicar todo o conhecimento técnico adquirido durante a graduação a serviço da modernização das locomotivas, tornando-as elétricas e cada vez menos emissoras de gases poluentes. 

“Tenho interesse em trabalhar com energia eólica e solar para, a partir daí, contribuir de fato e mais amplamente com uma cultura de sustentabilidade e uma política ambiental. Senti esse gostinho de ajudar a cuidar da vida no planeta ainda na faculdade, quando montamos um protótipo de leitor capaz de medir a quantidade de água gasta em um condomínio. O morador podia acompanhar através de um aplicativo o seu gasto individual com vistas, claro, a mudar os seus hábitos e reduzir o consumo. Isso me anima: inovar a partir de problemas corriqueiros, mas que vão impactar positivamente no coletivo”, realça.