angle-left Visita guiada à exposição “Da Terra Brasilis à Aldeia Global” proporciona experiência sonora

Sex, 29 Março 2019 17:13

Visita guiada à exposição “Da Terra Brasilis à Aldeia Global” proporciona experiência sonora

Denise Mattar, curadora da exposição, conduzindo uma visita guiada. Foto: Ares Soares.
Denise Mattar, curadora da exposição, conduzindo uma visita guiada. Foto: Ares Soares.

Visitar exposições artísticas é uma prática esplendorosa para os amantes da arte, mas quando esta é acompanhada da pessoa que fez a curadoria de cada peça e pensou em toda a organização da mostra, se torna inesquecível para os visitantes. 

A fim de de proporcionar uma vivência única, a Unifor, por meio da Vice-Reitoria de Extensão, realizou uma visita guiada à exposição “Da Terra Brasilis à Aldeia Global” durante sua primeira Semana de Arte. A visita foi conduzida pela curadora Denise Mattar, que fez os presentes se emocionaram ao compartilhar músicas para cada período histórico da mostra durante o percurso.   

Foi a primeira vez a curadora da teve a oportunidade de visitar a mostra com as músicas que a inspiraram durante a preparação da mostra. “Foi a primeira vez que vivi essa experiência. A ideia da música sendo marca de cada época é algo que vem antes da exposição porque eu sempre passo para os mediadores a referência de uma música de cada período porque gosto, mas nunca tinha feito a visita ouvindo as músicas”, declara. 

Para ela a música parece deixar as pessoas ainda mais encantadas com as obras: “Foi maravilhoso incluir as músicas, as pessoas ficaram encantadas e participaram ao ponto de cantar juntas a música que lhe marcou mais em determinado momento da visita, foi muito bom”, destaca. 

Em cartaz desde março de 2018, a mostra “Da Terra Brasilis à Aldeia Global” reúne parte do acervo da Fundação Edson Queiroz, com 250 obras dos principais artistas do Brasil e de estrangeiros que o retratam, abrangendo arco temporal que se estende do século XVI ao século XXI, iniciando com o livro America Tertia Pars, publicado na Europa em 1592, e finalizando com obras contemporâneas. 

A visita 

  • No primeiro módulo da exposição “Terra Brasilis”, que vai de 1500 a 1637, a curadora usou as músicas “Araruna”, de Marlui Miranda e “O Brasil Holandês”, de Roland de Lassus. 
  • O módulo dois, que abrange os séculos XVII e XVIII, teve como trilha sonora músicas do Padre José Maurício Nunes Garcia, que são músicas do Brasil Colonial Barroco, além de Cantos Gregorianos.
  • O terceiro módulo da exposição compreende a vinda da família real para o Brasil, “Reais Mudanças”, abarca o período histórico de 1808 a 1821, a faixa escolhida foi a “Sinfonia número 2”, de João Domingos Bomtempo. 
  • No módulo 4, “Uma Academia nos Trópicos”, de 1826 a 1922, começam a surgir os primeiros músicos brasileiros, como Chiquinha Gonzaga, com a faixa “Lua Branca” e Catulo da Paixão Cearense, com “Flor Amorosa”. 
  • O quinto módulo, dividido em dois núcleos que abrange o período de 1917 a 1950 foi embalado por Villa Lobos; “Trenzinho Caipira”; Pixinguinha, “Carinhoso”; Silvio Caldas e Orestes Barbosa, “Chão de Estrelas”; e Dorival Caymmi, “É doce morrer no mar”. 
  • Já o sexto módulo teve como faixa a música “Inútil Paisagem”, de Antônio Carlos Jobim, e destaca a “Força da Abstração”, indo do final dos anos 1940 aos dias atuais. 
  • Em “Tempos Difíceis” (1960 a 1970), sétimo módulo da exposição, fazem alusão ao período da Ditadura Militar as músicas “Para não dizer que não falei de flores”, Geraldo Vandré; “Domingo no Parque”, Gilberto Gil; e “Alegria, Alegria”, de Caetano Veloso, foram cantadas pelos visitantes da mostra. 
  • As faixas “Codinome Beija-Flor”, de Cazuza e “Lança Perfume”, Rita Lee, contemplam o módulo oito da exposição, que agrupa artistas da chamada “Geração 80” (1980 a 1990). 
  • No nono e último módulo, “A Aldeia Global” (de 1990 aos dias atuais), foram selecionadas obras significativas da Arte Contemporânea presentes na Coleção da Fundação Edson Queiroz, as faixas “Vida de Artistas”, Itamar Assunção; “Flor da Pele”, Zeca Baleiro e Gal Costa; e “Você que me continua”, de Arnaldo Antunes foram escolhidas para representar o módulo. 

Depoimentos  

“Achei muito interessante, e recomendo essa experiência! Foi a primeira vez que participei de algo assim e achei ótimo, muito enriquecedor. É legal que a exposição conta a história do Brasil desde o começo, passando por todas essas obras e períodos, faz a gente viver aquele momento da história”
 - Beatriz Coelho, aluna do 2º semestre de Arquitetura e Urbanismo 

“Foi a primeira vez que participei de algo assim, é muito interessante porque a exposição já te faz viajar para cada período, com a música parece que completa, e dá um toque de emoção e imersão maior em cada época é uma experiência única” 
 - Luizianne Paes, visitante 

“A exposição é completíssima e conta toda a história desde a chegada do europeu no Brasil, de forma muito rica. Vejo que todas as artes são próximas, aqui temos a pintura, mas a música também ajuda a interpretar cada momento. A arte, seja ela pintura, escultura, a própria dança, a música, isso tudo caminha junto e cada uma delas conta muito bem sua época” 
-  Francisco Ivo, artista plástico   

Playlist “Terra Brasilis”

Em 2018, a Unifor inovou mais uma vez criando quatro playlists musicais disponíveis no Spotify, com 30 músicas cada, as seleções contém temáticas diferentes em cada uma delas. E para quem ficou curioso para viver a experiência de visitar a exposição “Da Terra Brasilis à Aldeia Global”,  pode conferir a playlist “Terra Brasilis”, inspirada na exposição. Estão presentes na playlist clássicos nacionais como: “Pavão Mysteriozo”, do cantor Ednardo e “Tudo O Que Você Podia Ser”, do cantor Milton Nascimento.

Serviço

Da Terra à Aldeia Global
Exposição:
Da Terra Brasilis à Aldeia Global – Coleção Fundação Edson Queiroz
Local: Espaço Cultural Unifor
Período expositivo: de 20 de março de 2018 a 24 de março de 2019
Visitação: de terças a sextas-feiras, das 9h às 19h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Mais informações: (85) 3477.3319
Acesso gratuito