angle-left Emoção marca a entrega de título Doutor Honoris Causa in memoriam ao chanceler Edson Queiroz

Qui, 7 Novembro 2019 14:11

Emoção marca a entrega de título Doutor Honoris Causa in memoriam ao chanceler Edson Queiroz

Lenise Queiroz Rocha, presidente da Fundação Edson Queiroz, recebe o título Doutor Honoris Causa em nome do chanceler Edson Queiroz (in memoriam) das mãos do reitor do Ciesa, Luiz Antônio Campos Corrêa (Foto: José Fran)
Lenise Queiroz Rocha, presidente da Fundação Edson Queiroz, recebe o título Doutor Honoris Causa em nome do chanceler Edson Queiroz (in memoriam) das mãos do reitor do Ciesa, Luiz Antônio Campos Corrêa (Foto: José Fran)

Em uma noite de muita emoção, o Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa) reuniu personalidades brasileiras para homenagens. Entre os homenageados estavam o chanceler Edson Queiroz (in memoriam), fundador da Universidade de Fortaleza, o jornalista e empresário Phelippe Daou (in memoriam) e o professor Edson Pinheiro Franco, da Universidade de Belém. Ligados pela busca por excelência e generosidade, os homenageados da noite fizeram jus ao título de Doutor Honoris Causa, entregue na noite do último dia 6 de novembro, no auditório do Ciesa, em Manaus (AM).

A presidente da Fundação Edson Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, recebeu o título Doutor Honoris Causa em nome do pai, já falecido. “Estou muito emocionada. É a primeira vez que recebo um título em nome do meu pai e vinha pensando como o estado do Amazonas é importante para nós, brasileiros, e como essa vinda está sendo representativa. Assumi a presidência há dois anos e estou muito emocionada. Eu estou me sentindo muito grata. Eu agradeço a todos pela presença nessa homenagem”, declarou.

Além da presidente Lenise Queiroz Rocha, a Fundação Edson Queiroz esteve representada pelo vice-reitor de Extensão da Universidade de Fortaleza, professor Randal Pompeu, e pela coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Direito da Unifor, Profª Drª Gina Vidal Pompeu.

Phelippe Daou Júnior, que também recebeu a honraria em lugar do pai, agradeceu e relembrou o legado.  “Essa homenagem é por todo o trabalho que o meu pai realizou e plantou em cada um de nós. Ele nunca trabalhou com a construção civil, porém, construiu muitas pontes reais, sendo que as principais foram aquelas que ligaram o coração das pessoas. Isso foi fundamental na vida dele, afinal, ele não construiu absolutamente nada sozinho”, disse.

Em seu discurso, o reitor do Ciesa, professor Luiz Antônio Campos Corrêa, defendeu uma formação humanística ampla com desenvolvimento de habilidades e mais espaço para políticas educacionais no Brasil. O reitor aproveitou para anunciar que o próximo mestrado e doutorado do Ciesa será o de computação.

A professora Gina Pompeu, que, por intermédio da Universidade de Fortaleza, trouxe o primeiro Mestrado e Doutorado em Direito para o Ciesa, também recebeu homenagem por sua contínua contribuição ao fortalecimento da parceria entre as instituições de ensino superior do Amazonas e Ceará. “Tornei-me amiga e fã do Estado, sobretudo do Ciesa. Trabalhar em favor da educação e trazer mais professores e doutores significa trazer multiplicadores. Somos a favor dessa rede de fraternidade, do compartilhamento daquilo que temos”, declarou a professora Gina Pompeu.

O Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional da Universidade de Fortaleza (Unifor/PPGD) obteve nota 6 na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Com isso, o programa da Unifor integra o seleto grupo de oito universidades brasileiras com desempenho equivalente a padrões internacionais de excelência na área do Direito.

A parceria entre a Universidade de Fortaleza e o Ciesa teve início em 2016, apenas com o Doutorado em Direito Constitucional. Dois anos depois, foi aberta a primeira turma do Mestrado em Direito do Ciesa. Já a turma de Doutorado em Administração teve início em março de 2019. Até o momento, quatro alunos já concluíram o doutorado em Direito.

Atualmente, os cursos de Mestrado e Doutorado do Ciesa contam com 66 alunos. A previsão era de que a primeira turma do Doutorado em Direito Constitucional fosse finalizada até fevereiro de 2020, mas dois dos alunos já defenderam suas teses e os demais estão com bancas marcadas até o fim deste ano.

Segundo o reitor do Ciesa, professor Luiz Antônio Campos Corrêa, a parceria com a Universidade de Fortaleza atende a uma demanda crescente do Amazonas, considerando que a região Norte concentra somente 5% dos doutores do país. “Esse foi o mais importante passo dado pelo Ciesa, que tem se preocupado com a evolução acadêmica da sociedade amazonense, com objetivo de fomentar oportunidades de acesso a novos conhecimentos para esta região, tão carente nesse tipo de formação”, destaca.

Luiz Antônio complementa que os alunos da turma de Doutorado em Direito já têm carreira consolidada na docência e a grande maioria atua também no Judiciário, com carreira no setor público. “Acredito que a opção de só ingressar em um doutorado após a consolidação de suas carreiras profissionais é reflexo da falta de programas de mestrado e doutorado em Direito na região Norte do país”, salienta, acrescentando que os alunos de Administração atuam em empresas públicas e privadas da região.

Para o reitor do Ciesa, a parceria com a Universidade de Fortaleza contribui para o aperfeiçoamento da qualificação dos docentes da região Norte do País. “A educação é uma das mais importantes ferramentas para a promoção do desenvolvimento regional e para qualificar nossos quadros profissionais onde quer que atuem. Um trabalho árduo, mas muito gratificante”, finaliza o professor Luiz Antônio Campos Corrêa.

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.