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Sex, 3 Maio 2019 14:50

Estudante da Pós-Unifor promove intervenção na saúde de jovens com sobrepeso

Por intermédio do atletismo, Sonia Ficagna desenvolveu projeto para combater o sobrepeso e a obesidade na adolescência.


A proposta de desenvolver um projeto para combater o sobrepeso e a obesidade na adolescência é fomentado pelos crescentes índices de obesidade no país. Foto: Bruno Bressam
A proposta de desenvolver um projeto para combater o sobrepeso e a obesidade na adolescência é fomentado pelos crescentes índices de obesidade no país. Foto: Bruno Bressam

A proposta do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Pós-Unifor é aprimorar e qualificar a prática profissional, desenvolver competências de liderança, tomada de decisões, criatividade e inovação e assim impactar positivamente na sociedade. Partindo dessa premissa, a professora da Universidade de Fortaleza, Sonia Ficagna, defendeu sua tese no Mestrado em Ciências Médicas da Pós-Unifor, com o tema “Atletismo como Intervenção em Adolescentes com Sobrepeso e Obesidade”.

A proposta de desenvolver um projeto para combater o sobrepeso e a obesidade na adolescência é fomentado pelos crescentes índices de obesidade no país. A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica - ABESO, divulgou uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde afirmando, que a obesidade é tratada como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. 

A projeção é de que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderia chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.

Ficagna traz o atletismo como uma modalidade esportiva que possui diversas provas, entre elas: corridas, saltos, lançamentos e diversas outras. A mestra utiliza-se desse esporte para trabalhar com todas as capacidades físicas dos jovens, tais como velocidade, resistência, força e coordenação motora, desenvolvendo diversos tipos de habilidade e abrindo para uma maior possibilidade de gerar interesse pelas atividades físicas.

Segundo a estudante que participou do projeto, Jéssica Lima, 18, após sua inserção, a adoção de práticas saudáveis aconteceu naturalmente.  “Quando iniciei, fui submetida a exames para saber se tinha alguma alteração. Descobri que estava com pré-diabetes e o colesterol alto. Depois de uns dias, as atividades físicas começaram”, relata a estudante.

Jéssica também conta que, além de fazer exercícios, ela passou a evitar beber refrigerantes, comer comidas gordurosas, e como resultado, emagreceu e desenvolveu melhores condições físicas e mentais, passando a adotar práticas mais saudáveis.

Sobre o Projeto

O projeto é aplicado na Escola de Ensino Fundamental e Médio Dom Antônio de Almeida Lustosa, e inicialmente o projeto foi realizado com 31 adolescentes com idades entre 13 e 18 anos, com classificação Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 25Kg/m2, ou seja acima do peso.

Ficagna traz reflexões sobre a educação física escolar, o desestímulo dos estudantes em relação à disciplina, resultando em pouca aderência nas aulas, e o aumento do sedentarismo entre os jovens. “Nós percebemos uma demanda de pessoas com obesidade e sedentarismo, além dos diversos problemas de saúde atrelados a falta de prática de atividades físicas. Precisamos dar mais atenção aos adolescentes, principalmente pelas modificações hormonais, na morfologia desse público”, relata a professora.