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Seg, 1 Julho 2019 11:56

Estudo busca melhorias para controle da pressão alta a partir de tratamento nutricional

Pesquisadores da Unifor realizam estudo com pacientes hipertensos a partir de acompanhamento nutricional


Professora Andreza Penaforte, coordenadora do Ambulatório de Nutrição do NAMI e pesquisadora do centro colaborador NAMI. Foto: Ares Soares.
Professora Andreza Penaforte, coordenadora do Ambulatório de Nutrição do NAMI e pesquisadora do centro colaborador NAMI. Foto: Ares Soares.

A hipertensão arterial, mais conhecida como “pressão alta”, é um problema recorrente na população brasileira. Segundo o Ministério da Saúde, a pressão alta atinge um em cada quatro brasileiros adultos. A hipertensão traz riscos e pode ocasionar outros problemas de saúde, como o acidente vascular cerebral (AVC).

A falta de costumes saudáveis afeta o desempenho do corpo e influencia o desenvolvimento da doença. O hábito de fumar, consumir bebidas alcoólicas e sal em altas quantidades, a obesidade, o estresse, os altos níveis de colesterol e a falta de exercícios físicos são fatores que afetam os níveis da pressão arterial. 

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (POF 2008-2009), os brasileiros ingerem cerca de 12 gramas de sal, diariamente. Esse consumo é mais que o dobro do indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda a ingestão de menos de cinco gramas de sal por dia, sendo essa a quantidade máxima. 

Na capital cearense, 19,3% da população foi diagnosticada com hipertensão arterial, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas de 2017 (Vigitel), do Ministério da Saúde. Os resultados, divulgados em 2018, apontaram que, entre os fortalezenses, a doença atinge 15,4% das mulheres e 22,6% dos homens.

A Universidade de Fortaleza está desenvolvendo uma pesquisa para melhorar o quadro dos hipertensos, o “Estudo NUPRESS: Efetividade de uma estratégia NUtricional para controle PRESSórico em pacientes com hipertensão arterial sistêmica usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”. A pesquisa pretende avaliar o controle da pressão arterial em pacientes hipertensos a partir de um acompanhamento nutricional. 

O estudo é feito pelo ambulatório de Nutrição do Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI) em parceria com Hospital do Coração (Hcor) de São Paulo e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), do Ministério da Saúde.  

Como participar da pesquisa?

A pesquisa está em fase de divulgação e será realizada em pacientes usuários do SUS. Para participar do estudo é preciso ter a partir de 21 anos, possuir diagnóstico médico de hipertensão arterial, pressão arterial sistólica de 140mmHg e não receber acompanhamento nutricional há pelo menos seis meses. 

Os voluntários precisam morar em Fortaleza e ter disponibilidade para participar do projeto por um ano, em oito consultas presenciais. O atendimento será realizado por uma equipe de nutricionistas do NAM e os resultados serão avaliados após um ano de acompanhamento dos casos. 

“Nós iremos realizar avaliação nutricional, exames bioquímicos e acompanhar a alimentação. Os pacientes serão avaliados quanto aos parâmetros de pressão arterial apresentados dentro desse período. É uma ótima oportunidade para os hipertensos receberem um acompanhamento nutricional individualizado e contribuírem com dados de pesquisa, que irão ajudar toda a população de pacientes hipertensos”, explica Andreza Penafort, coordenadora do Ambulatório de Nutrição do NAMI e pesquisadora do centro colaborador NAMI.

Essa é segunda vez que o ambulatório do curso de Nutrição do NAMI participa de um estudo em parceria com Hcor de SP, o primeiro aconteceu em 2014. A pesquisa recebe pacientes desde abril e conta com 408 vagas para pessoas acompanhadas pelo SUS. Além de Fortaleza, a pesquisa também será realizada outros sete centros colaboradores, em São Paulo, Ribeirão Preto, Veranópolis, Porto Alegre, Goiânia, Joinville e Palmas. 

Os interessados devem enviar um e-mail para nupress@unifor.br com informações pessoais, como nome completo, data de nascimento e idade, endereço e diagnóstico com data.