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Seg, 22 Julho 2019 15:23

Treinamento de emergência pode ganhar realidade virtual

Equipe do NATI está desenvolvendo um jogo para ajudar na capacitação dos profissionais da Saúde.


Profissionais da rede de urgência e emergência de Fortaleza e alunos da Unifor recebem cursos de capacitação para melhorar o conhecimento e a maneira de agir diante as adversidades médicas (Foto: Ares Soares)
Profissionais da rede de urgência e emergência de Fortaleza e alunos da Unifor recebem cursos de capacitação para melhorar o conhecimento e a maneira de agir diante as adversidades médicas (Foto: Ares Soares)

Todos os anos, profissionais da rede de urgência e emergência de Fortaleza recebem cursos de capacitação para melhorar o conhecimento e a maneira de agir diante as adversidades médicas. Grupos de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores de veículos participam dessa experiência. O estudo é necessário para os profissionais executarem um protocolo de atendimento em Incidente com Múltiplas Vítimas (IMV).

O Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/Fortaleza) ofertou em julho, o curso intitulado “Gestão de Situações de Urgência”, para a capacitação dos profissionais do serviço, contando com o apoio dos alunos da graduação em Enfermagem da Unifor, participantes do Laboratório em Tecnologia em Enfermagem (LABTENF) e do mestrando Péricles Cavalcante, aluno do Mestrado Profissional em Tecnologia e Inovação em Enfermagem.

Péricles está desenvolvendo um jogo (“serious game”) para ampliar saberes e práticas em incidentes com múltiplas vítimas. O projeto é orientado pela profa. Dra. Julyana Freitas e prof. Dr. Eurico Vasconcelos. A novidade é implantar a realidade virtual, para auxiliar no treinamento de equipes de profissionais da saúde. O aluno teve a ideia do jogo depois de viajar para a França e perceber como a tecnologia pode apoiar no estudo da saúde.

Neste contexto, utiliza-se um protocolo para triagem de vítimas no IMV, denominado método START (Simples Triagem e Rápido Tratamento), em que os profissionais precisam fazer uma triagem dos pacientes e classificá-los por cores de acordo com a prioridade clínica.

A capacitação necessita de uma grande estrutura, que inclui profissionais e segurança para que cenas reais sejam reproduzidas, e a simulação sirva como parâmetro de estudo e otimização das práticas no ambiente laboral, visto que frequentemente, no Ceará e no Brasil, vêm acontecendo grandes acidentes em vias públicas e outras situações que demandam integração entre diversos serviços de atendimento pré-hospitalar, sobremodo a capacitação precoce na academia científica.

Sobre o jogo

O Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação (NATI) está cultivando o projeto e disponibilizou uma equipe de Tecnologia no local da capacitação para colher imagens para o possível "serious game" de simulação de emergência. Esse foi o primeiro passo para transformar o real em virtual.

Na simulação do jogo, o profissional da saúde será inserido em uma cena onde vai verificar a situação dos pacientes e classificá-los. O tempo de atendimento será cronometrado, e se existir possíveis erros, o tempo vai diminuir numa velocidade maior. Essa relação atendimento/tempo é essencial para os profissionais triarem mais pacientes em um menor tempo, sem perder a credibilidade.

A diferença do treinamento presencial com o previsto pela turma de desenvolvimento é que o futuro jogo pode: facilitar o acesso para o estudo, promover o treinamento dos locais de trabalho dos profissionais, e aumentar a precisão dos atendimentos.

Péricles Cavalcante afirma que o projeto, depois de pronto, vai atender alunos de graduação da área da saúde, de pós-graduação e profissionais já inseridos na rede de urgência e emergência de saúde. O jogo tem previsão de conclusão para agosto de 2020.

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.