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Seg, 20 Agosto 2018 10:31

Entrevista Nota 10: professor Márcio Acselrad há 15 anos utiliza o Cinema para discutir temas contemporâneos

O professor Márcio Acselrad atua também na área de extensão universitária, como curador e mediador do Cineclube Unifor (Foto: Ares Soares)
O professor Márcio Acselrad atua também na área de extensão universitária, como curador e mediador do Cineclube Unifor (Foto: Ares Soares)

Da aparência à essência. No escurinho do cinema, a ordem é desnudar os filmes, perceber nas imagens em movimento as alegorias do próprio tempo, escavar ideias e ideologias embutidas em cada cena ou diálogo. É esse exercício do olhar crítico e sensível sobre o mundo que o professor da graduação em Psicologia da Unifor, Márcio Acselrad, vem colocando à prova há exatos 15 anos como coordenador de um dos mais festejados projetos de extensão da instituição: o Cineclube.

Para tanto, todas as quintas-feiras, entre 13h30 e 16h30, na sala da Videoteca, ele tem encontro marcado com alunos, professores, convidados e demais interessados em audiovisual que enxergam na sétima arte não só a melhor diversão como também uma poderosa ferramenta de ensino. 

Ao término de cada sessão, um debate. É quando o professor aficionado por cinema faz as vezes de mediador e provocador de ideias, junto à dupla de debatedores convidados, ao mesmo tempo em que instiga a participação da plateia. Paralelamente, há o registro in loco da TV Unifor, transformando cada encontro em um programa televisivo que deságua no YouTube e tem página no Facebook.

Atualmente vinculado ao curso de Cinema e Audiovisual da Unifor, onde Márcio também atua como professor colaborador, o cineclube cresce e aparece ao longo do tempo fazendo valer suas maiores virtudes: liberdade e pluralidade. Ali, nenhum tema é tabu. E todos têm voz para, a partir dos filmes, compartilhar interpretações, sensações, críticas e/ou experiências vividas. Sem hermetismos.

Para o mestre e doutor em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pensar com imagens é justamente imaginar e inventar novas lentes para ver além da superfície das coisas e dos acontecimentos. 

Como começa a sua história pessoal de amor com o cinema e como ela deságua no Cineclube Unifor?

MÁRCIO ACSELRAD: Isso vem desde muito jovem, no Rio, minha cidade natal. Aprendi muito cedo a amar o cinema sem preconceitos. Assistia de tudo. Lembro muito de frequentar os cinemas de Copacabana com meus pais e tios. Também sempre fui muito aficionado por televisão, numa época em que havia muitos filmes bons sendo exibidos. Já adolescente, sempre frequentei muito as cinematecas do MAM e da ABI, que tinham um acervo espetacular. E também não perdia um festival de cinema, principalmente o FestRio. Eram dois ou três filmes por dia. Aos poucos, me tornei um aficionado por cinema. Em 2003, terminei o doutorado na UFRJ e me mudei para Fortaleza, vindo integrar o corpo docente do curso de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Propaganda). Na época a coordenação propôs a criação do cineclube. Topei na hora e só pedi que fosse uma atividade de extensão, aberta à universidade e à comunidade em geral. A essa altura, eu já usava o recurso do cinema e do audiovisual como ferramenta de ensino em sala de aula, então, na Comunicação, o cineclube passou a figurar como uma atividade transdisciplinar. 

E junto aos outros centros e cursos, como passou a repercutir?

MÁRCIO ACSELRAD: Hoje o Cineclube é uma atividade de extensão ligada ao curso de Cinema e Audiovisual e também um programa da TV Unifor, mas que já se expandiu para os demais centros e cursos, convocando não só espectadores como debatedores das mais diversas áreas de conhecimento. Hoje temos várias parcerias consolidadas, como por exemplo com o LAEpCUS – Laboratório de Estudos de Psicanálise, Cultura e Subjetividade do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Unifor. Quatro vezes por semestre temos a presença de mestrandos, doutorandos e professores do programa discutindo suas pesquisas a partir do cinema. Também temos parceria com o Programa de pós-graduação em Comunicação Social da UFC, já que também sou colaborador do PPG de lá, e assim mestrandos, doutorandos e professores que trabalham com cinema são convidados. Há ainda a parceria com o PTA – Programa Tutorial Acadêmico da Unifor, então a cada semestre temos uma sessão sobre a própria universidade e a questão da educação, reunindo os professores da casa e alunos da graduação. E esse semestre consolidamos mais uma parceria para criar o Cine LEPS, ligado ao Laboratório de Estudos do Trabalho da Unifor. 

Em 15 anos de cineclube, diante de tantos desdobramentos e contágios, que momentos e títulos você apontaria como marcantes? Quais os clímax dessa trama?

MÁRCIO ACSELRAD: São muitas. E muitos filmes marcantes. Puxando pela memória, tivemos a exibição de “Subversivos”, dirigido pelo professor Felipe Barroso, que era professor do curso de Direito, e que, na época, rendeu um ótimo debate sobre a questão da ditadura militar, que aniversariava. Convidamos um general e um militante de esquerda para o debate, que foi dos mais acalorados e marcantes. Também o filme “Spotlight” – segredos revelados, que toca na ferida da pedofilia na Igreja Católica, rendeu um debate acalorado junto ao nosso convidado, padre Ermanno Allegri, que à época dirigia a Agência de Informações Frei Tito para a América Latina (Adital). Exibimos ainda o filme “Tropa de Elite”, bem na época do lançamento, convidando um coronel da polícia para debater. E ele veio todo fardado, vestido a caráter. Daí tivemos que abrir outra sala, porque lotou. Outro filme importante foi “A Garota Dinamarquesa”, que tratou da temática transexual. Tivemos inclusive que transferir para o Teatro Celina Queiroz, de tanta gente. Enfim, vejo que após 15 anos o projeto já está bem consolidado. Hoje, os debates do cineclube são gravados e transformados em programas da grade da TV Unifor, produzidos e editados por alunos da Comunicação e do Cinema, além de termos uma página no Facebook e um canal no YouTube. 

Mas o que ainda permanece como desafio? E o que você vislumbra com o cineclube?

MÁRCIO ACSELRAD: Acho que fidelizar público sempre será um desafio, porque se trata de uma atividade aberta, não é uma disciplina, não vale nota, não é dessa ordem, é da ordem do desejo, para pessoas que querem ir. Então é legal porque vai gente de todos os cursos e centros, pessoas que não são da universidade, pais de alunos, convidados dos convidados, etc. Semestre passado uma sessão muito legal que houve foi sobre morte, tanatologia e luto, tendo como debatedor o dr. Luiz Coelho, psicólogo especialista na área. E ele trouxe várias pessoas atendidas em consultório, mães enlutadas, então foi algo forte e riquíssimo. Outro momento alto de troca e com poder de alteridade veio na esteira do filme “Do outro lado do Atlântico”, do Márcio Câmara, professor de cinema da Unifor, e Danielle Ellery, professora da Unilab. Eles trouxeram imigrantes africanos e a discussão sobre a relação do Brasil com a África se deu de forma horizontal, gerando, além de esclarecimento, autocrítica. 

Essa almejada fidelização de alguma forma pauta a escolha dos filmes?

MÁRCIO ACSELRAD: Acho que desde o início um critério irrevogável de seleção dos filmes sempre foi o potencial dele para debate, o filme tem que render boas discussões. Não importa para nós se o filme é comercial ou não, se é considerado “cinema de arte”, hermético, etc. O que nos interessa é que o filme renda uma boa discussão. O cinema comercial também pode produzir obras extraordinárias, como, por exemplo, “The Post, a Guerra Secreta”, dirigido por Steven Spielberg. Mais mainstream impossível, mas é ótimo para debater a relação entre jornalismo e política, já que gira em torno de jornalistas do Washington Post que descobrem segredos de Estado envolvendo presidentes dos EUA. Então, nosso critério é: dá vontade de conversar depois do filme? Se dá, tá valendo. E aí é que acontecem verdadeiras aulas, elaborações e interpretações inimagináveis, a partir das quais você descobre aspectos no filme que nunca tinha percebido e são chave para entender melhor o funcionamento do mundo e o contexto em que vivemos. Um filme marcante neste sentido foi “O Cheiro do Ralo”, com Selton Melo, em que tivemos uma verdadeira aula de psicanálise com o professor Leonardo Danziatto, que é nosso parceiro desde o início do projeto. 

E há espaço para debater inclusive a dinâmica da própria universidade e do ensino, assim como os desafios futuros do ensino superior?

MÁRCIO ACSELRAD: Sim. Semestre passado, o cine PTA exibiu o documentário “A educação proibida”. Justamente para professores e alunos pensarem juntos os rumos da universidade. O Cine PTA é legal porque sempre há um professor e um aluno como debatedores. E esse semestre a gente vai exibir “A Onda”, para analisar coletivamente uma experiência atípica em sala de aula, muito polêmica. O objetivo é provocar mudanças de mentalidades, colocando em xeque saberes e fazeres. Acho que é fundamental que a gente esteja sempre se repensando: qual a função e o papel da universidade? Qual o papel da avaliação dentro da universidade? Que formas de trabalhar temos levado para dentro de sala de aula? Não pode haver tabu nem preconceito. Temos que poder falar sobre tudo, temas prementes. Um filme selecionado para o próximo semestre chama-se “Os Arquitetos do Poder”, que trata sobre marketing político e vai ser exibido às vésperas das eleições, em setembro. Vamos discutir o lugar da comunicação no mundo eleitoral, uma discussão importante em tempos de fake news. Também vamos discutir questões de gênero, o que é doença mental, se isso existe, violência, vigilância e segurança, mas também o cinema vanguardista iraniano, a obra de Guimarães Rosa, a cultura popular, enfim, são dezesseis filmes todo semestre e procuramos não nos repetir e nem nos fechar. 

Se o cineclube da Unifor pode ser analisado enquanto experiência, o que você diria que ele gerou de mais transformador nas searas do ensino, da pesquisa e da extensão?

MÁRCIO ACSELRAD: Originalmente, o cineclube é uma atividade de formação, uma atividade acadêmica, pedagógica. Podemos lembrar que o cineclubismo surgiu na universidade, na França, em 1968, no auge da conjuntura do movimento estudantil. Acho muito bom que ele esteja vivo até hoje, é muito sintomático, porque mais do que nunca a gente precisa muito de espaços como esse, espaços de liberdade para respirar e trocar ideias. Enquanto mediador, a coisa que mais digo no cineclube é: debatedores, fiquem à vontade para expressar suas ideias. E penso que para quem frequenta é um espaço de formação mesmo. Fez parte da minha formação e, creio, de toda uma geração. A minha formação sem o cinema seria deficitária, não seria o que ela é. Aprendi tanto nas salas de cinema como nas salas de aula. Assisti a muitos debates também, aqui mesmo em Fortaleza, através do projeto Cinema de Arte, por exemplo, organizado esses anos todos pelo crítico Pedro Martins, nas manhãs de sábado, onde, após os filmes podíamos conversar com convidados. E sempre me agradou muito essa ideia. Então, poder fazer isso dentro da universidade é uma grande conquista. É fundamental não só para quem trabalha com cinema, mas para qualquer cidadão. Ter uma formação em audiovisual me parece importante. A gente acha que alfabetização é aprender a ler e escrever somente, mas hoje vivemos no mundo das imagens. Se você não é alfabetizado imageticamente, se você não sabe ler as imagens, você também é uma espécie de analfabeto. Ou seja, não basta ligar a TV ou entrar na sala de cinema. Assim como ler não é só juntar sílabas e palavras. É preciso uma formação crítica, que ofereça ferramentas de visão para além da superfície das imagens.

A quantas anda a nossa capacidade de ler e pensar as imagens? Como professor, você percebe ou sente que esse olhar vem se apurando ao longo do tempo ou não?

MÁRCIO ACSELRAD: Ainda há um grande analfabetismo funcional em relação às imagens, assim como há o analfabetismo funcional entre quem lê. No cineclube o espectador é convidado a discutir a partir do filme. E o cinema é fabuloso por causa disso: abre discussões de toda ordem. A imagem é legal quando ela consegue engajar o espectador e não só serve para desopilar. Nada contra a imagem do mero entretenimento, a imagem despretensiosa, mas é importante a imagem que convoca o espectador, que convida a pensar. E hoje então mais ainda, levando em conta que a gente está assoberbado de imagens... estamos mergulhados em um mundo em que as imagens nos atacam e estão pra tudo o que é lado, a ponto de nos cegar, inclusive. É a cegueira sobre a qual trata o escritor José Saramago, sabe? Acho emblemático que “O Ensaio sobre a Cegueira”, nos traz a alegoria da cegueira branca. Você não consegue mais ver por conta justamente do excesso, de tanta coisa que tem pra ver. E isso é evidentemente uma crítica ao excesso de imagens. Então, é muito importante selecionar, saber escolher o que e como ver, da mesma forma que você escolhe o que vai ler. E é muito importante cultivar o senso crítico para pensar as imagens. Por isso, o cineclube é uma forma de educação e aguçamento do olhar. Além de ser sempre um lugar de resistência, menor que seja, meio marginal, já que não muda o mundo e nem é para as massas. Mas aqui na Unifor costumo dizer que é uma atividade livre esclarecida. Que instiga outras maneiras de pensar e tem a ver com esclarecimento e liberdade. 

Dialoga então com a ideia de espectador emancipado apresentada pelo filósofo Jacques Rancière...

MÁRCIO ACSELRAD: Sim. Liberdade para o espectador. Tanto que as vezes aparece gente no cineclube e pergunta: o que tá passando hoje mesmo? É isso! Não importa o filme, mas a abertura para o exercício do olhar crítico sobre os temas que saltam da tela. Isso me agrada muito. É experimentar com abertura para a diversidade de olhares. E o cineclube é aberto e polifônico de tal forma que, quando cada sessão termina, eu normalmente digo: “acabamos de terminar mais um debate que não acaba”. Porque os debates não acabam ali, eles 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.