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Sex, 17 Agosto 2018 19:07

Unifor desenvolve projeto para combater o abandono de animais

Será inaugurada uma ilha de alimentação e lazer destinada aos gatos que hoje habitam o campus. O intuito da iniciativa é oferecer melhores cuidados aos felinos para posterior adoção pelas comunidades interna e externa. (Foto: Ares Soares)
Será inaugurada uma ilha de alimentação e lazer destinada aos gatos que hoje habitam o campus. O intuito da iniciativa é oferecer melhores cuidados aos felinos para posterior adoção pelas comunidades interna e externa. (Foto: Ares Soares)

A integração com a natureza é uma das principais características presentes no campus da Universidade de Fortaleza. Sua rica área verde distribuída em 720 mil m2 e habitat natural de inúmeras espécies silvestres reforça o respeito como componente indispensável à preservação da fauna e flora pela comunidade acadêmica.

No campus da Unifor, podem ser encontrados animais domésticos como cabras, galinhas, capotes e gansos, além de vacas, cavalos, suínos e aves que fazem parte do Centro de Treinamento, vinculado ao curso de Medicina Veterinária.

Nos últimos meses, o número de gatos no campus tem aumentado significativamente devido à negligência de pessoas que os abandonam na área do Campus. A professora Marília Taumaturgo, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Unifor, destaca que o abandono de animais, assim como os maus-tratos, é considerado crime na Legislação Brasileira (Artigo 32º da Lei Federal nº 9.605)

A professora lembra que, embora a presença dos felinos não seja responsabilidade da Unifor, tendo em vista que eles foram abandonados no campus, alunos e colaboradores acabam se comovendo com a situação dos bichinhos e buscando ajudá-los da melhor forma possível.

Com o objetivo de oferecer melhor qualidade de vida aos gatos abandonados no campus, a Unifor inaugura dia 24 de agosto, às 10 horas, um espaço de acolhimento exclusivo para esses animais, situado próximo à lagoa. Após alimentação adequada e vermifugação a ser realizada pelo curso de Medicina Veterinária, os gatos estarão prontos para adoção em feiras especializadas para esse fim. “Os gatinhos do Campus da Unifor receberão tratamento adequado para posterior adoção por aqueles que desejarem oferecer-lhes um lar”, reforça a professora Marília Taumaturgo.

A inauguração da ilha de convivência dos felinos faz parte da calourada do curso de Medicina Veterinária, que terá ainda campanha de arrecadação de ração. “De 16 a 28 de agosto, vamos estimular a doação de rações e a adoção de animais. A doação dos alimentos poderá ser feita em postos de coleta distribuídos no campus, em tambores disponibilizados pela Prefeitura da Unifor. Desse modo, o engajamento coletivo torna-se essencial para que os gatinhos possam desfrutar de um ambiente mais saudável em seu cotidiano”, enfatiza a professora Marília Taumaturgo. Ela acrescenta que a campanha de doação de rações e de adoção de animais será permanente.

A coordenadora do curso de Medicina Veterinária ressalta que a grande quantidade de gatos tem causado desequilíbrio na fauna do Campus da Unifor. “A alimentação inadequada dos felinos, em diversos pontos do Campus, tem atraído outros animais, como ratos, pombos e cobras, em busca dos alimentos distribuídos por alunos, colaboradores e visitantes. Isso é prejudicial a todos, não só aos gatos, mas também aos seres humanos. Daí a necessidade de restringirmos a alimentação dos gatos à ilha de convivência”, destaca a professora Marília Taumaturgo.

O projeto da ilha de alimentação visa incentivar a adoção consciente, num estímulo à prevenção do abandono e agressões físicas contra os animais. Apesar de o curso de Medicina Veterinária estar no início de suas atividades, alguns animais são atendidos quando machucados, intoxicados ou engasgados com alimentos impróprios ao consumo, prática muito comum pelas pessoas que sensibilizadas oferecem alimentos impróprios para a espécie.

É muito importante esclarecer que a ilha é um local de alocação transitória dos animais e que todos serão levados posteriormente para adoção, sendo um local supervisionado por vários setores visando a segurança dos animais e a prevenção de novos abandonos na área e no campus.

“Dentro de todos nós existe uma alma que fala em prol daqueles que não têm direito a voz, como os animais. Assim sendo, somos todos protetores em cada pequeno gesto de apoio, de incentivo as ações que os guardam, que os acolhem. Diga não ao abandono de animais. A adesão a essa bandeira  é a mais simples e a mais nobre ação a ser realizada por todos aqueles que apresentam senso de responsabilidade com os animais e com a sociedade, finaliza a professora Marília Taumaturgo.

Mais informações sobre a calourada do curso de Medicina Veterinária e como fazer doação de ração e adoção de gatos podem ser obtidas pelo telefone 3477.3896.

8 dicas de combate aos maus-tratos dos gatos

  • Não alimente os gatos em áreas com grande fluxo de pessoas;
  • A alimentação do animal somente será permitida na ilha de alimentação;
  • Evite contato muito próximo com os animais. Assim como nós, os gatos têm sua trajetória e, por terem sido abandonados, não temos conhecimento dos maus-tratos que podem ter sofrido, por isso, sentindo-se ameaçados, podem agir de forma agressiva;
  • Caso precise afastá-los de perto de si, não recorra a atos físicos, tente emitir algum barulho. No geral, animais se assustam e costumam deixar o local;
  • Acione a segurança do campus caso veja algum episódio de maus-tratos;
  • Denuncie em caso de abandono. Para encontrar o infrator, faz-se necessário fotos do ato, placa de carro ou algo que o identifique;
  • O melhor destino para um gato abandonado é um lar com todo amor, cuidados e carinho! Se você puder adotar um gato que não tem um lar, será esta a melhor ação de todas;
  • Quando flagrar algum animal vítima de maus-tratos, você mesmo pode realizar a denúncia. Basta recorrer à delegacia mais próxima ou entrar em contato com o Centro de Zoonoses. É importante coletar provas como fotos, gravações ou filmagens do momento. O Centro de Zoonoses de Fortaleza fica na Rua Betel, 2980 - Maraponga - Telefone: (85) 3131.7849.
     
Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.