Qua, 31 Outubro 2018 18:13

A alimentação indicada para os candidatos do Enem

Professor da Unifor dá dicas de como turbinar o desempenho antes, durante e no intervalo entre as provas


Para o professor Filipe Brito, levar frutas, sucos, água e biscoitos leves ajuda a gerenciar a fome e evitar o desgaste mental durante as muitas horas de prova de Enem. Foto: Ares Soares
Para o professor Filipe Brito, levar frutas, sucos, água e biscoitos leves ajuda a gerenciar a fome e evitar o desgaste mental durante as muitas horas de prova de Enem. Foto: Ares Soares

Nos dias 4 e 11 de novembro, estudantes de todo o Brasil participam do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E entre os fatores para um bom desempenho dos candidatos está uma boa alimentação antes, durante e após as provas, já que existe um intervalo de uma semana. Aderir desde cedo a uma rotina alimentar ajuda a ter um melhor desempenho físico e mental.

Nutricionista e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Filipe Brito considera o Enem uma espécie de competição, em que os candidatos devem se preparar de duas formas: na escolha de alimentos saudáveis e ao evitar produtos que possam fazer mal ou não façam parte da dieta do candidato.

“O ideal é o candidato não fugir do seu hábito alimentar, pois qualquer mudança pode desencadear um problema gastrointestinal, um desconforto prévio até mesmo durante a prova. Alguns, pela própria ansiedade em conjunto com um alimento errado, podem maximizar esses efeitos. Pessoas que já tenham intolerância a certas proteínas, como carne e frango, devem evitá-los, pois pode tornar mais grave um casual desconforto. É importante dar preferência a alimentos não gordurosos, que não sejam industrializados ou que acrescentem frituras, dando prioridade aos mais naturais e saudáveis, como as frutas e legumes”, orienta o professor. 

Além da boa alimentação, terapias e exercícios fecham o círculo virtuoso da preparação para o Enem. “Dormir bem, consumir alimentos de fácil digestão, beber muita água e a prática de atividade física ajudam a aliviar a ansiedade e a tensão desse período”. 

No dia da aplicação do exame, o candidato deve focar numa boa hidratação e alimentos leves, que ajudem a gerenciar a fome e o esforço mental, já que a prova é bastante longa. “Frutas, sucos, água e até biscoitos leves podem ser levados para o local de prova. O importante é que não mexam com o sistema gastrointestinal”, enumera Filipe Brito. 

Existem ainda os alimentos que estimulam a concentração e aliviam o estresse, que podem ser consumidos nas semanas anteriores e durante a semana de intervalo entre as duas provas. Mas é preciso moderação. “É preciso ter bastante cuidado com esses alimentos, pois todo alimento ‘antiestresse’ é relaxante, podendo diminuir a concentração, e todo alimento que aumenta a concentração é estimulante, podendo causar ansiedade. Mas se o participante já for habituado, tudo certo. Alimentos com cafeína são interessantes, como o chocolate e o café, pois reduzem a fadiga cerebral. Os chás são recomendados para os que necessitam aliviar o estresse e a ansiedade. Essa sensibilidade é muito individual, pois para algumas pessoas certos alimentos podem causar sonolência, como para outros a exclusão da ansiedade, isso vai de pessoa para pessoa. O importante é evitar os excessos”.

E já que o Enem 2018 foi dividido em dois domingos, o professor Filipe tem uma dica final para o intervalo entre as provas: “Eu recomendo aos participantes que possuem algum nível de ansiedade a comer, durante a noite, de um a dois kiwis, pois esta fruta tem um alto teor relaxante, como também chá de camomila, reduzindo assim qualquer nível de estresse”.