angle-left Projeto “Covid-19 e Saúde Mental na Universidade” visa ao bem-estar e à qualidade de vida dos alunos

Qua, 5 Agosto 2020 12:09

Projeto “Covid-19 e Saúde Mental na Universidade” visa ao bem-estar e à qualidade de vida dos alunos

A iniciativa vai oferecer a realização de um diagnóstico da saúde mental dos alunos na pandemia e uma intervenção focada na prevenção e promoção da saúde, que são os grupos de escuta virtual.


Professora Karla Carneiro, do curso de Psicologia, é uma das organizadoras do projeto. (Foto: Ares Soares) 
Professora Karla Carneiro, do curso de Psicologia, é uma das organizadoras do projeto. (Foto: Ares Soares) 

A pandemia de Covid-19 provocou uma sobrecarga emocional na vida acadêmica dos alunos de graduação e de pós-graduação, que precisaram conciliar aulas virtuais com a rotina familiar e o próprio medo da doença. Com o objetivo de identificar essas questões e contribuir para o restabelecimento do bem-estar e da qualidade de vida dos alunos, foi lançado o projeto “Covid-19 e Saúde Mental na Universidade”, organizado por professores dos cursos de pós-graduação e graduação de Psicologia da Universidade de Fortaleza, sob a coordenação geral da professora Virgínia Moreira. 

A iniciativa foi uma das dez selecionadas pelo edital especial da Fundação Edson Queiroz, mantenedora da Universidade de Fortaleza, lançado para desenvolver respostas sociais de curto e de médio prazo para enfrentar a pandemia e fomentar a produção científica.     

Um dos eixos do projeto é a realização de grupos de escuta clínica virtual, com atendimentos psicológicos remotos, a partir da plataforma Hangouts Meet. “Serão grupos de acolhimento com escuta especializada, reunindo alunos com demandas diversas, relacionadas ao período de isolamento social, como estratégia de prevenção e de promoção da saúde mental dos participantes”, destaca a professora Karla Carneiro, uma das organizadoras do projeto

Os encontros virtuais acontecerão 2 vezes por semana, com duração de 2 horas alternando turnos de realização para garantir uma maior adesão dos alunos. São grupos abertos e as pessoas poderão se inscrever mais de uma vez, sempre respeitando o limite de até 15 componentes. “O grupo de escuta pode ser potente e libertador porque a pessoa imagina que só ela sente determinada questão. Quando ela compartilha no grupo, percebe que outras pessoas também sentem de maneira semelhante, aliviando um pouco mais seu sofrimento e encontrando novas formas de lidar”, explica Karla Carneiro.

Fique atento, em breve as inscrições para os grupos de escuta clínica virtual serão divulgadas.

Benefícios do Grupo de Escuta

O grupo de escuta clínica é realizado num espaço seguro, sigiloso e mediado por psicoterapeutas. Nele, os participantes contam suas histórias, e os temas do dia são tecidos pelo próprio grupo. Os benefícios são diversos. Dentre eles, as pessoas podem:

- Desenvolver uma escuta mais compreensiva sobre as suas próprias experiências e as dos demais participantes do grupo nesse momento de crise;
- Reconhecer e aprender sobre si mesmas a partir do encontro com as diferenças das outras pessoas;
- Ampliar um olhar compreensivo para consigo mesmas e com o outro;
- Experimentar um funcionamento mais coerente com os próprios sentimentos e uma maior aceitação de si mesmas.

Pesquisa de Diagnóstico

Outro eixo do projeto é fazer um diagnóstico da saúde mental dos estudantes de graduação e de pós-graduação da Universidade de Fortaleza a partir de um questionário on-line aberto para toda a comunidade discente. O objetivo é colher dados, identificar demandas, avaliar a condição de saúde mental dos alunos e propor novas ações de intervenções psicológicas e psicoterapêuticas que promovam a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos alunos. 

Fique atento, em breve o formulário da pesquisa será divulgado.

Fomento à Pesquisa Científica

O edital especial Covid-19, lançado pela Fundação Edson Queiroz por meio da Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (DPDI), é mais uma ação desenvolvida pela instituição para o enfrentamento da pandemia. Ao todo, a instituição investiu cerca de R$ 400 mil em dez projetos elaborados por sua equipe de pesquisadores nas áreas de saúde mental, dos aspectos virológicos, da violência de gênero no isolamento social, das ações de prevenção em saúde coletiva, entre outras. 

As equipes de pesquisadores trabalharão até o fim de 2020 para entregar os resultados da produção científica proposta. “Essa é uma iniciativa inédita: uma Universidade privada, com recursos próprios, lançando edital de pesquisa em combate ao coronavírus. Investir na sociedade é uma preocupação nossa”, destaca o professor Vasco Furtado, diretor da DPDI

Confira aqui um resumo de todos os projetos.