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Qua, 27 Novembro 2019 08:47

Menos30 Fest: professores debatem os impactos da tecnologia e inovação na educação

Os professores explanaram as novas metodologias na educação, realizadas por instituições de ensino públicas e privadas


Os palestrantes debateram as novas metodologias tecnológicas introduzidas na educação e como torná-las harmônicas e eficazes para professores e alunos. Foto: Lia Beatriz (FotoNIC).
Os palestrantes debateram as novas metodologias tecnológicas introduzidas na educação e como torná-las harmônicas e eficazes para professores e alunos. Foto: Lia Beatriz (FotoNIC).

Educação, inovação e criatividade. São pilares que caracterizaram a palestra intitulada “Experiências Educacionais Inovadoras: como ganhar escala?”, parte da programação do evento Menos30 Fest, que aconteceu na Universidade de Fortaleza. 

Mediado pela jornalista Thaís Itaqui, da GloboNews, os palestrantes debateram as novas metodologias tecnológicas introduzidas na educação e como torná-las harmônicas e eficazes para professores e alunos. Participaram do bate-papo, o professor Davi Rocha, gestor da VIBE, célula de inovação em comunicação do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade de Fortaleza, Aldineide Queiroz, gestora da Escola Técnica Estadual Cícero Dias - NAVE Recife e André Cardoso, professor e fundador da Startup Robótica Sustentável.

Davi Rocha, destacou que a relação próxima com os alunos foi o que o motivou a inovar na Universidade. “Senti falta de uma célula que abordasse inovação, por isso criamos a VIBE, que tem como principal função pensar na comunicação como um todo e agir com inovação”, completou o professor.

Além disso, Davi ressaltou que para amplificar a inovação na educação, é necessário incentivar o conhecimento através de novas metodologias que abordem essas questões. Precisamos motivar os alunos, trazer para a sala de aula vivências empreendedoras. É essencial a existência de instituições, como a Universidade de Fortaleza, que realizem projetos, e que trabalhem com os alunos não apenas como um ser pensante, mas que também saibam lidar com seus erros”, explanou Rocha.

A professora Aldineide Queiroz reforçou a importância da participação do aluno com a escola através de projetos. “Nossa escola já impactou mais de cinco mil jovens na capital pernambucana. Nós trabalhamos com a participação do aluno em projetos, que resulta em um produto final para ajudar a escola. O jovem participa diretamente com sugestões para a instituição, pois assim estimulamos o pensamento crítico. O incentivamos a buscar soluções inovadoras para os problemas que temos internamente na escola”, completou.

Já para André Cardoso, ensinar com empatia é essencial. Ao dissertar ao público sobre seu projeto de robótica, o professor afirmou que é possível realizar um projeto de qualidade sem gastos elevados. “Após o meu doutorado, atuei em escola pública, e busquei oferecer todo o conhecimento aos alunos. Transformei uma sala em um laboratório de ciência, e começamos a trabalhar com resíduos, como tampas de garrafas pet. Percebemos que viver a ciência era o que fazia diferença. Desta forma, transformamos a escola em um ponto de reciclagem. O protagonismo infantil é transformador, a prática liberta aprendizado. É um projeto sustentável e tecnológico, simultaneamente”, enfatizou Cardoso.

Saiba mais sobre o evento Menos30 Fest

Com cinco edições em São Paulo, e pela segunda vez em Fortaleza, o Menos30 Fest é o festival de cultura empreendedora e inovação promovido pela Globo. Com o tema “Como se Faz um Futuro?”,  nesta edição, o Menos30 Fest levou ao público debates, palestras, oficinas, mentorias e experimentações com o objetivo de explorar as múltiplas possibilidades trazidas pela revolução tecnológica, que influencia a forma como trabalhamos, produzimos  conhecimento e nos relacionamos. 

Durante o evento, realizado em parceria com a TV Verdes Mares e apoio da Universidade de Fortaleza, foram abordados temas como inteligência artificial, análise de dados, internet das coisas, jornada do consumidor, construção de produtos digitais e propósito de marca. A programação contou ainda com 12 oficinas práticas sobre design thinking, marketing digital, programação, empreendedorismo social e plano de negócios.

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.