angle-left O cuidado de quem ama: uma homenagem ao Dia das Mães

Sex, 8 Maio 2020 20:14

O cuidado de quem ama: uma homenagem ao Dia das Mães

Confira tributo que a Universidade de Fortaleza preparou, nesta data especial, para todas as mães que trabalham na área da saúde


Filhos fazem homenagem às mães que trabalham na área de saúde (Foto: Shutterstock)
Filhos fazem homenagem às mães que trabalham na área de saúde (Foto: Shutterstock)

Atenção, prontidão, cuidado, gentileza e dedicação voluntária e intensiva são alguns dos requisitos essenciais para exercer grandes e nobres profissões. 

De forma quase unânime, quem segue com essas ocupações fala sobre o cansaço de passar longos turnos com 100% de foco no trabalho, tendo que cuidar de vários problemas e pessoas ao mesmo tempo; mas, mesmo com os desafios, sente que tudo vale a pena. Assim é a maternidade. E, se essa ocupação por si só parece puxada, o equilíbrio de conciliar a rotina de ser mãe com um trabalho na área da saúde requer muita força, disposição e amor.

Neste domingo de Dia das Mães, a Universidade de Fortaleza, uma instituição da Fundação Edson Queiroz, preparou uma homenagem especial a todas as mães que trabalham na área da saúde e que não só cuidam de seus filhos, mas de toda a população, principalmente neste momento de pandemia. Confira abaixo os depoimentos e mensagens que alguns filhos(as).

Às mães, com carinho

“A minha mãe começou a trabalhar em Enfermagem comigo ainda na barriga, grávida de oito, nove meses atendendo paciente. Não poderia imaginar uma pessoa mais dedicada à profissão que ela, com certeza”, revela Caio Ramos sobre sua mãe Verônica Ramos, técnica em Enfermagem. Caio, que é aluno do curso de Cinema e Audiovisual, conta que o entusiasmo da mãe pelo trabalho o inspirou profundamente, mesmo sem ter seguido uma ocupação como a dela. Confessa que não teria a mesma força de Verônica para lidar com os percalços doloridos que existem na área da saúde. “O relato dela sempre era de uma forma apaixonada pelo que fazia, piedosa com aquelas pessoas que ela via sofrendo. Isso me humanizou muito desde criança e se reflete até hoje com os cuidados que tenho com a minha avó”, explica o estudante.

“Fui criado pelos meus avós e, por ter crescido longe dela [Verônica], surgiu uma necessidade de haver um diálogo muito direto, sincero e honesto para compensar essa distância”, reflete ele. “Eu enxergo minha mãe como uma companheira, uma pessoa que eu confio tanto para me aconselhar quanto para eu dar conselho às vezes”, Caio ri enquanto relata a dinâmica mãe-e-filho dos dois.

Luiza Albuquerque é filha de Sandra Helena Albuquerque, professora do curso de Odontologia da Unifor, e conta que as duas vão passar o domingo juntas, apesar da mãe estar trabalhando em home office: “Não me incomodo, ela sempre arranja um tempo para mim e para minha irmã!”. Luiza, que é estudante de Ensino Médio, complementa pontuando que a mãe sempre soube administrar bem tanto sua ocupação quanto a maternidade. "Como profissional, eu vejo uma mulher dedicada, extremamente responsável e sempre preocupada com a causa de bem servir! Como mãe, uma mulher preocupada, dedicada, extremamente carinhosa e atenciosa, sempre colocando eu e minha irmã como prioridade”, declara a estudante que diz admirar Sandra, como pessoa e profissional, por sua dedicação em ajudar ao próximo.

A garota também percebe que, por mais cansativa que seja a ocupação, ela vê a mãe feliz. “Está sempre ocupada, porém nunca foi ausente como mãe, sempre dando suporte, carinho e tomando conta de mim, mesmo que distante. Ela me inspira, me espelho muito nela”, assegura Luiza que completa: “Quero um dia ser metade da mulher que ela é hoje!”

“Minha mãe sempre foi alguém que conseguiu, com muito suor, balancear o lado familiar com o profissional. Lembro-me com clareza de desde muito cedo enxergar nela um esforço tremendo em cuidar da família e manter uma carga horária de trabalho sempre constante”, relata Davi Rocha, professor do curso de Publicidade e Propaganda. Ele é filho da médica Fabiola Rocha, também professora da Unifor, mas que leciona no curso de Medicina. Apesar de não ter se afeiçoado à área da saúde por ver de perto a dureza da rotina médica, o professor conta ter absorvido muito da mãe em outros aspectos. “Aprendi com minha mãe a ser plenamente envolvido no que faço e a trabalhar com muita dedicação e afinco, sem deixar de lado a ética e meus relacionamento pessoais. Acho que até hoje ela é melhor nesse equilíbrio do que eu [risos]”, revela ele.

Davi enxerga a mãe como uma profissional absoluta, com muito talento, inteligência e garra. “Ser médico exige uma dedicação acima da média e sei o quanto ela sempre se incomodou em não poder ser médica e mãe ao mesmo tempo. Dito isso, como filho, sinto que tive o melhor dos amores maternos e o melhor dos exemplos profissionais com a doutora, e mãe, Fabiola Rocha”, declara o professor.

Isabel Maria Barbosa é aluna do curso de Medicina e segue uma vocação de família: seu pai é cardiologista, sua mãe é oftalmologista e sua irmã também está cursando Medicina. Isabel conta que sua mãe, Eliane Barbosa, é a sua grande inspiração de vida, não apenas profissional. “Minha mãe sempre foi uma mulher que, além de linda, é maravilhosa, batalhadora, estudiosa, que sempre está disposta a ajudar ao próximo e é dedicada a tudo aquilo que faz”, revela a aluna. Ela conta que sempre via a Eliane com um sorriso no rosto, sem demonstrar as dores e percalços da profissão que Isabel viria a descobrir depois. “E agora, percebendo os fardos já há anos sustentado por ela, temos a certeza de que a admiramos ainda mais”, completa a estudante que adiciona a irmã, Rosane Alice, junto ao seu discurso.

“Durante este Dia das Mães, sou extremamente grata a Deus por ter minha mãe sadia, feliz e ao meu lado. Claro que sem beijos e abraços físicos”, contextualiza Isabel sobre o isolamento social, “mas sempre com a mente e o coração fortemente ligados”.