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Unifor debate a problemática da seca e da crise hídrica no Nordeste

A discussão acontecerá dia 5 de novembro e faz parte da intervenção urbana “Vacas Magras”


A mesa-redonda acontece em 5 de novembro, às 9h30, no Auditório A4, com mediação da Sheila Pitombeira, professora da Unifor. Foto: Ares Soares.
A mesa-redonda acontece em 5 de novembro, às 9h30, no Auditório A4, com mediação da Sheila Pitombeira, professora da Unifor. Foto: Ares Soares.

Apesar de o Brasil possuir grande reserva hídrica, a falta de água e a seca são uma realidade em várias regiões do país. A fim de discutir essa problemática a Universidade de Fortaleza (Unifor) realiza a mesa redonda “A problemática da seca e da crise hídrica no semiárido nordestino”. A atividade faz parte da intervenção urbana “Vacas Magras”, que acontece no Campus da Unifor. 

A mesa-redonda acontece em 5 de novembro, às 9h30, no Auditório A4, com mediação da Sheila Pitombeira, professora da Unifor, doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente (UFC), procuradora de justiça do Ministério Público do Estado do Ceará, membro colaborador da Comissão de Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público.

As debatedoras serão a artista visual Márcia Pinheiro, criadora da intervenção Vacas Magras, a doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional (PPGD) da Unifor e pesquisadora sobre o direito de acesso à água potável e governança Ivanna Pequeno e a supervisora do Núcleo de Águas Subterrâneas da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará, geóloga Liduína Carvalho

“Vacas Magras” na Unifor

Intitulada “Vacas Magras”, a intervenção é composta de 10 esculturas em tamanho real, em fibra de vidro e resina, dos animais subnutridos, símbolos da seca no sertão e que voltaram a ser expostas no Campus da Unifor.

De acordo com Márcia Pinheiro, as esculturas dos bovinos têm o objetivo de sensibilizar e alertar sobre o problema. “As vacas têm a função de sensibilizar as pessoas e aproximá-las da realidade enfrentada pelos moradores do interior. Realidade essa que está próxima de nós, mas muitas vezes é esquecida”, explica.

A pesquisa e o processo criativo para o surgimento de Vacas Magras duraram três anos, iniciando a exposição das obras em 2014, em lugares como Aeroporto Internacional Pinto Martins, Praça José de Alencar e Mercado Central, entre outros. As vacas ficaram em cartaz durante todo o ano de 2016.

“É uma experiência muito gratificante, pois vejo o retorno das pessoas e o interesse pelas vacas, o que consequentemente os leva a refletir sobre a seca, que é a temática principal do trabalho”, disse. As esculturas são itinerantes e ficam expostas por um período mínimo de 60 dias.

Sobre a artista

Com formação em Artes Visuais e Design Gráfico, Márcia Pinheiro é uma artista cearense com criação nas áreas das artes plásticas. Sempre tratando temáticas de cunho social, ela já participou de concursos como o Prêmio Design Ceará, o 55º Salão de Abril, o Festival Vida e Arte e a Mostra Cariri. Também participou de exposições coletivas, como Arte Contemporânea e Artes Plásticas em Fortaleza – Ceará, 3º Salão Internacional de Artes Visuais e 5ª Bienal Nacional de Gravura - Olho Latino em São Paulo.

Serviço

Mesa-redonda “A problemática da seca e da crise hídrica no semiárido nordestino”
Dia: 5 de novembro de 2018
Hora: 9h30
Local: Auditório A4

Mediadora:

Sheila Pitombeira, professora da Unifor, doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente (UFC), procuradora de justiça do Ministério Público do Estado do Ceará, membro colaborador da Comissão de Direitos Fundamentais (Grupo Meio ambiente) do Conselho Nacional do Ministério Público.

Debatedoras:

Ivanna Pequeno, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional (PPGD) da Unifor, pesquisadora sobre o direito de acesso a água potável e governança.

Liduina Carvalho, geóloga, supervisora do Núcleo de Águas Subterrâneas da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará.

Márcia Pinheiro, artista visual, criadora da intervenção Vacas Magras, em cartaz no campus da Unifor.