angle-left Investimento em ciência e inovação: conheça pesquisas desenvolvidas na Unifor

Ter, 16 Julho 2019 15:33

Investimento em ciência e inovação: conheça pesquisas desenvolvidas na Unifor

Infraestrutura de ponta, bolsas de iniciação científica e parcerias internacionais estimulam a participação de estudantes e professores em projetos


Aplicativo O Cariot. Foto: Ares Soares.
Aplicativo O Cariot. Foto: Ares Soares.

A Universidade de Fortaleza comporta diversos segmentos que influenciam no aprendizado. Entre as oportunidades para quem quer fazer ciência, estão bolsas de estudo oferecidas pelo Programa de Iniciação Científica, mais de quarenta grupos de pesquisas formados por professores/pesquisadores ativos e financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de parcerias com a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap)

A Universidade também possui seu próprio Parque Tecnológico (TEC-Unifor), bloco com empresas direcionadas ao desenvolvimento de projetos inovadores e tecnológicos ligados à pesquisa. Oportunidades de estágio nessas empresas são viáveis para os alunos, incentivando, de forma prática, o contínuo interesse na área profissional.  

A seguir, conheça algumas das principais pesquisas desenvolvidas na Universidade: 

  • Aplicativo facilita a vida de pacientes renais

Para facilitar o tratamento dos pacientes renais crônicos, pesquisadores desenvolveram um aplicativo denominado Renal Health. O professor Geraldo Bezerra, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do aplicativo, explica que a ferramenta oferece automonitoramento para pacientes com doença renal crônica, ajudando a seguir o tratamento em hemodiálise e pós-transplante renal.

O Projeto Renal Health tem um perfil no instagram que diariamente posta informações para os pacientes sobre dieta, atividade física, medicações, campanhas de prevenção de doenças, entre outros assuntos para uma vida saudável. O projeto também tem um canal do Youtube com vídeos educacionais. 

  • Tecnologias eHealth ajudam a cuidar da saúde vocal do professor

Com o objetivo de promover a saúde vocal dos professores, o aplicativo VoiceGuard disponibiliza informações educativas. “São ferramentas sistematizadas para que o professor possa usar no seu dia a dia, evitando problemas vocais e identificando caminhos para ele trate também problemas existentes”, explica o professor Eurico Vasconcelos, coordenador do NATI e um dos desenvolvedores. 

Devido a necessidade de que os professores fossem treinados para entender corretamente o contexto da ferramenta, surgiu o curso a distância (EaD) Saúde Vocal em Foco.“Essa ferramenta e o EaD hoje se estendem para uma política pública voltada ao setor da educação do município”, destaca Eurico. A ferramenta já foi testada no Estado do Ceará e em Portugal. O aplicativo está disponível para os sistemas operacionais Android e IOS.

  • Laboratório de Pesquisa e Inovação em cidades (Lapin) 

O Laboratório de Pesquisa e Inovação em Cidades (Lapin) tem seu destaque por investir em projetos que possuam importância social para a cidade. O laboratório é composto por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores na área de computação gráfica, design industrial, biotecnologia, internet das coisas, otimização, inteligência artificial e engenharia mecânica.  

No laboratório, estudantes estagiários e professores compartilham conhecimentos em projetos para melhorar serviços que impactam a vida do Fortalezense. Como um desses serviços, podemos destacar o projeto desenvolvido pelos professores Daniel Valente, do curso de Ciência da Computação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas, e André Soares, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo. O projeto é direcionado para a proteção de bens tombados na cidade. Saiba Mais. 

  • Tratamento da sífilis em mulheres não grávidas 

A Universidade está realizando pesquisas para saber a eficácia da “cefixima” no tratamento da sífilis em mulheres não grávidas. O projeto é coordenado pela professora Maria Alix Leite Araújo, pertencente ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unifor (PPGSC).

A professora comenta que a importância do projeto reside na possibilidade de garantir o tratamento de pessoas com sífilis, especialmente durante o período de escassez de penicilina benzatina. A previsão para iniciar o recrutamento das pacientes será em julho deste ano. 

  • Combate à obesidade infantil  

O OCARIoT (Obesity Caring Solution) é uma tecnologia de enfrentamento à obesidade infantil, na qual a Unifor, através do Núcleo de aplicação em Tecnologia e Informação (NATI), assume a coordenação. O projeto é financiado pela União Europeia, através de uma rede nacional de pesquisa ligada ao Ministério da Ciência e da Tecnologia, que envolve Portugal, Espanha, Grécia e Brasil. 

“O objetivo principal do OCARIoT é promover a melhoria dos distúrbios alimentares e físicos, e a prevenção da obesidade em crianças entre 9 a 12 anos. Para isso, desenvolverá uma solução de coaching personalizada que permitirá observar a evolução da saúde das crianças ao coletar em tempo real os padrões de atividade infantil da vida diária”, explica o professor Eurico Vasconcelos, coordenador do NATI. 

  • Pesquisadores desenvolvem analgésicos para dor orofacial 

O grupo de pesquisa de Farmacologia de Produtos Naturais e Sintéticos, coordenado pela professora Adriana Rolim, desenvolve um estudo que busca novas substâncias analgésicas para o tratamento da dor orofacial.

“O ácido oleanólico é uma substância presente em muitos vegetais, como nas folhas da oliveira (Olea europaea) e os resultados obtidos com essa substância foram bastante promissores, tornando-o um potencial novo analgésico”, explica Adriana Rolim. 

  • Realidade virtual ajuda no tratamento de crianças com paralisia cerebral 

Victor Hugo de Albuquerque, professor do Programa de Pós-Graduação em Informática Aplicada da Unifor (PPGIA), e a aluna Juliana Oliveira, doutoranda do PPGIA, desenvolvem um projeto que tem como objetivo desenvolver sistemas computacionais interativos para auxiliar no tratamento de crianças com paralisia cerebral. 

O jogo denominado “Rehab Fun”, consiste em um ambiente virtual composto por vários cenários, em que a criança deverá identificar objetos, cores, e os colocar em seus devidos lugares. “Minha maior realização no projeto, é contribuir para a sociedade. Para as crianças, o material é uma diversão e para os pais é uma realização ver a criança motivada em seguir o tratamento”, destaca Juliana Albuquerque. 

  • Produção de biofármacos contra diarreia e desnutrição

Os professores do curso de medicina veterinária Kaio Tavares e Leonardo Tondello estão trabalhando na produção de um leite caprino humanizado com elevado potencial protetor contra diarreia e desnutrição, causas de mortalidade infantil. 

O objetivo da pesquisa é adicionar ao leite animal duas proteínas do leite materno: lisozima e lactoferrina humana, que funcionam como imunoprotetores naturais para os bebês que não podem ser amamentados pela mãe.

  • Medicamento para tratamento de leucemia, cânceres de pulmão, rins e ovários

Cientistas da Unifor têm feito pesquisas direcionadas ao desenvolvimento de um biofármaco para tratar cânceres de pulmão, o colorretal, nos rins e nos ovários. Trata-se de um anticorpo monoclonal anti-VEGF, produzido no leite de caprinos transgênicos. 

A produção do medicamento visa uma nova alternativa de tratamento para a doença, já que as atuais têm um alto valor de comercialização no mercado. O projeto é realizado pelos professores e pesquisadores, Kaio Tavares, Leonardo Tondello e Saul Gaudêncio.